
O Ministério Público do Tocantins (MPTO) ingressou com uma ação civil pública contra a Fundação UnirG e a Universidade de Gurupi (UnirG), pedindo a suspensão imediata e a anulação dos diplomas estrangeiros de Medicina revalidados pela instituição desde março de 2025.
A ação foi apresentada pela 3ª Promotoria de Justiça de Gurupi. Segundo a promotora Luma Gomides de Souza, a universidade teria realizado os procedimentos em desacordo com regras federais relacionadas ao Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida).
Conforme o MPTO, foi identificada uma lista com 1.040 diplomas revalidados ao longo de 2025, número que ainda pode ser maior.
Entre as irregularidades apontadas estão a continuidade do uso de um sistema simplificado próprio após a mudança das regras nacionais, a suposta extrapolação da capacidade autorizada da instituição — que possui 240 vagas anuais de Medicina —, além de questionamentos sobre a habilitação da universidade para realizar os processos.
A ação também cita possível terceirização irregular das análises dos diplomas, falta de edital público, uso de e-mail para recebimento dos pedidos e ausência de registros na Plataforma Carolina Bori.
Até a última atualização desta reportagem, a UnirG não havia se manifestado sobre as alegações do Ministério Público.