Homem de 54 anos realizou castração amadora de 13 bois pertencentes a vizinho após se sentir incomodado com a entrada dos animais na propriedade
A Polícia Civil do Tocantins concluiu a investigação sobre a castração irregular de 13 bois em uma propriedade rural no município de Monte Santo, região oeste do Estado, e indiciou o gerente de uma fazenda pelo crime de maus-tratos a animais.
O caso foi apurado pela 56ª Delegacia de Polícia de Marianópolis. Segundo a investigação, os animais pertenciam a um produtor rural vizinho e foram castrados sem autorização do proprietário e sem qualquer técnica veterinária adequada.
De acordo com a Polícia Civil, o responsável pela prática foi um homem de 54 anos, gerente da fazenda onde o procedimento ocorreu. Em depoimento, ele afirmou que tomou a decisão por estar incomodado com a entrada frequente do gado na propriedade, situação que, segundo ele, causava prejuízos operacionais e financeiros.
O delegado José Lucas Melo, responsável pelo caso, explicou que a conduta configurou crime de maus-tratos.
“Ficou comprovado que a castração foi realizada de forma totalmente inadequada e sem autorização, o que caracteriza maus-tratos. O prejuízo causado ao proprietário dos animais é estimado em quase R$ 70 mil. O gerente foi indiciado e a proprietária da fazenda poderá responder civilmente pelos danos, já que o fato ocorreu dentro de sua propriedade e foi praticado por seu funcionário”, afirmou.
A investigação também apontou responsabilidade do dono dos bois, que deverá responder pela falha na guarda dos animais, uma vez que a invasão recorrente das propriedades vizinhas contribuiu para o conflito.
Com a conclusão do inquérito, o procedimento foi encaminhado ao Ministério Público, que deverá analisar o caso e adotar as providências legais cabíveis.
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